quarta-feira, 12 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
QuantoGlamour!: Segunda - Feira Glamurosa!
QuantoGlamour!: Segunda - Feira Glamurosa!: Hoje gostaria de lançar um desafio para todas que lerão este blog. Analisando o cotidiano da mulher moderna, aquela típica do século XXI, o ...
QuantoGlamour!: Segunda - Feira Glamurosa!
QuantoGlamour!: Segunda - Feira Glamurosa!: Hoje gostaria de lançar um desafio para todas que lerão este blog. Analisando o cotidiano da mulher moderna, aquela típica do século XXI, o ...
domingo, 19 de agosto de 2012
RAS imagens: Lázaro Phols, jurista
RAS imagens: Lázaro Phols, jurista: Therezinha Phols: "E quem não se lembra do estudante do Barão, chamado Lazinho?Filho do Sr.Lazinho,barbeiro e da Sra.Luzia,rapaz simples,,tí...
RAS imagens: Pinheirão de Tatuí
RAS imagens: Pinheirão de Tatuí: Foto compartilhada no Facebook por Thony Guedes
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
QuantoGlamour!: Mulher na cozinha
QuantoGlamour!: Mulher na cozinha: Pessoal, primeiro gostaria de me desculpar e MUITO por não ter escrito nenhuma bobagenzinha nos últimos dias. Na verdade, eu estava um pouq...
domingo, 12 de agosto de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook: Therezinha Phols criou novo grupo no Facebook. Após o sucesso do grupo Olá Somos Tatuianos! que promoveu principalmente a história da cidad...
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook: Therezinha Phols criou novo grupo no Facebook. Após o sucesso do grupo Olá Somos Tatuianos! que promoveu principalmente a história da cidad...
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook
Diário de Tatuí: Grupo debate eleições em Tatuí no Facebook: Therezinha Phols criou novo grupo no Facebook. Após o sucesso do grupo Olá Somos Tatuianos! que promoveu principalmente a história da cidad...
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Diário de Tatuí: Cristina Siqueira entrevista Therezinha Phols
Diário de Tatuí: Cristina Siqueira entrevista Therezinha Phols: Professora Therezinha J. C. Phols nasceu em Tatuí, apaixonada pela cidade, é fundadora e administradora do grupo do Facebook “Olá Somos Tat...
sábado, 16 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Resposta a uma moça 50 anos depois
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca
que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes.
Dias depois, recebi um e-mail assim:
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 pp. por me ver citada em suas
reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece-me
pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e,
portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos!
Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de
olhos verdes.
Silvinha!
Fiquei emocionado com o e-mail e agora respondo.
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu
imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em
frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse
no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você
encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade
insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente
que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras
entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada
como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais.
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira
também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto,
sentindo-me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam
arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a
mim... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única.
Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava
com desdém sorridente para minha tentativa de alcançá-la na bicicleta, e eu via suas
pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que,
percebendo meu interesse tímido, aplicou-se em me espezinhar, tendo eu sofrido muito
vendo-a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu
jardim", uma versão da música "Four-leaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou
para conquistar Cervantes, o belo half-back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer,
vendo-a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,
debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por
uma moça mais velha, Isadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas
incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o
saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais
pecaminosas ações solitárias, dando-me revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como
Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já
vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as
ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se
retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado
em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à
maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas
terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor
insatisfeito.
Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os
jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez-vous, o
que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você
em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e
bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos
50 para o amor.
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada
secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um
caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se
tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho
maravilhosos, chorei muitas vezes de dor-de-corno e de desentendimento, mas não posso
me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as
realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma
primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: "...as coisas findas, muito
mais que lindas, essas ficarão..."
Beijo tardio,
do Jabor.
OUTRO DIA, ESCREVENDO sobre meu passado, falei de uma menina da Urca
que, de longe, eu considerava minha namorada, Silvinha, moreninha de olhos verdes.
Dias depois, recebi um e-mail assim:
"Meu amigo Arnaldo,
Lisonjeada fiquei ao ler sua coluna de 29/06 pp. por me ver citada em suas
reminiscências. Hoje, com 46 anos de casada, com dois filhos e dois netos, entristece-me
pensar que a meninada atual não pode ter a infância livre e despreocupada que tivemos e,
portanto, não terá as lembranças das peripécias próprias de cada fase. Ah, bons tempos!
Agradecendo as citações, deixo aqui um saudoso abraço. Hoje, sou a 'grisalhinha' de
olhos verdes.
Silvinha!
Fiquei emocionado com o e-mail e agora respondo.
Querida Silvinha,
Hoje, mais de 50 anos depois, vou dizer o que sentia por você. Você foi o que eu
imaginava o que seria uma "namorada". Você despertou em mim um tremor novo, a
primeira emoção do que mais tarde vi que chamavam "amor". Em uma tarde cinzenta, em
frente ao portão de sua casa, eu senti uma alegria inesquecível como se tudo ali estivesse
no lugar perfeito: a brisa leve da tarde, a paz da rua, o silêncio sem pássaros, você
encostada no portão marrom do jardim. Não sei por que, senti uma felicidade
insuportável, como se ouvisse o calmo funcionamento no mundo. Percebi confusamente
que ali, no teu sorriso, ou olhos, ou boca, estava a explicação do sol filtrado em listras
entre as folhas da árvore e a perfeição do som agudo que tirei da folha de fícus enrolada
como uma flautinha vegetal, instrumento que hoje os garotos não conhecem mais.
Esse foi um momento que me ficou nos últimos 50 anos. Depois, uma brincadeira
também esquecida: "casamento japonês", onde se escolhia uma menina a quem se
perguntava: "Pêra, uva ou maçã"; você disse "uva" e eu beijei timidamente seu rosto,
sentindo-me, em seguida, voar por cima do seu jardim, vendo as casas da Urca lá
embaixo. E, assim, você ficou de namorada oficial de minha infância imaginária.
Não sei por que, Silvinha, sempre tive fascinação por meninas que me deixavam
arrebatado e com medo ao mesmo tempo, sempre e algum modo as meninas que me
atraíam me pareciam inatingíveis, etéreas, como se fossem destinadas a outros e não a
mim... essa impossibilidade aumentava meu fascínio de pierrô.
Aliás, devo confessar hoje, 50 anos depois, que você não foi a única.
Márcia corria de bicicleta pela pracinha e só tinha olhos para o Porcolino e olhava
com desdém sorridente para minha tentativa de alcançá-la na bicicleta, e eu via suas
pernas sob a saia que ventava e a bicicleta parecia deixar um rastro de cometa de Márcia;
também, mais tarde, ainda sem te esquecer, confesso que me apaixonei por Ciomara, que,
percebendo meu interesse tímido, aplicou-se em me espezinhar, tendo eu sofrido muito
vendo-a cantar provocativamente "Vivo esperando e procurando Cervantes no meu
jardim", uma versão da música "Four-leaf clover", um sucesso na época, que ela adaptou
para conquistar Cervantes, o belo half-back do time Arsenal. Ciomara me fez sofrer,
vendo-a de mãos dadas com ainda outro, para espicaçar também Cervantes, não eu,
debaixo dos flamboyants carregados de flores vermelhas.
Devo dizer também que fui crescendo e enlouqueci de um amor mais carnal por
uma moça mais velha, Isadora, de pernas lindas no maiô roxo Catalina, alva, de boca
rubra com muito batom. Daí para a frente, Silvinha, já adolescente, comecei minhas
incursões pelo mundo do pecado, sempre instruído por meu professor de sacanagens, o
saudoso pipoqueiro Bené, que você certamente conheceu, ele que me induzia às mais
pecaminosas ações solitárias, dando-me revistinhas de mulher nua, ainda ingênuas, como
Saúde e Nudismo, cheias de moças azuis, deitadas em praias remotas. Nessa época eu já
vivia em Copacabana, na casa de meu avô, onde eu tinha mais liberdade que sob as
ordens de mamãe. Lá no Posto Seis, no escuro dos cinemas, as primeiras namoradas se
retorciam e se recusavam ao assédio a seus desejados peitinhos, me deixando enroscado
em intrincados sutiãs cheios de presilhas e elásticos, que me impediam de chegar à
maciez dos seios ocultos, enquanto tiroteios rolavam na tela e eu me embaraçava nas
terríveis teias das alças, de onde saía desesperado com dores nos rins de tanto ardor
insatisfeito.
Depois, Silvinha, continuei minha trilha pelos caminhos que se abriam para os
jovens solitários daquela época: as casas de pecado do Catete, os famosos rendez-vous, o
que me fez dividir as mulheres em "santas" e "prostitutas", ficando as santas como você
em minha memória e as outras sendo fonte de erros e sofrimentos. Todas, então, santas e
bruxas, eram intangíveis, todas impossíveis. Veja como se formavam os jovens nos anos
50 para o amor.
Não conversamos nunca, Silvinha, você nem soube que era minha namorada
secreta, e vivemos esse meio século em mundos diversos. Você deve ter sido feliz, com
filhos e netos, seguindo a trilha natural que saía do seu jardim, enquanto eu tive um
caminho mais torto, sempre meio fora das coisas que eu via acontecer.
Tenho inveja das estradas largas e sadias e talvez eu tivesse sido mais feliz, se
tivesse feito a Escola Naval como meu pai queria, e hoje fosse um orgulhoso almirante
comandando cruzadores pelos mares do meu Brasil.
Mas não posso me queixar de nada, casei várias vezes, tive duas filhas e um filho
maravilhosos, chorei muitas vezes de dor-de-corno e de desentendimento, mas não posso
me queixar, pois, além do que vivi, vejo hoje que as memórias são tão sólidas quanto as
realidades, que muitas vezes se esvaem mais rápido que aquelas. Você ficou como uma
primeira sensação do que chamam "amor". E como diz o poeta: "...as coisas findas, muito
mais que lindas, essas ficarão..."
Beijo tardio,
do Jabor.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Que Deus não permita que eu perca o romantismo,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de viver,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo, que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de viver,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo, que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor
Que Deus não permita que eu perca o romantismo,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de viver,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo, que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o otimismo,
mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o equilíbrio,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a vontade de amar,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.
Que eu não perca a razão,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o sentimento de justiça,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu.
Que eu não perca o meu forte abraço,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a beleza e a alegria de viver,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração,
mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo, que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e
transformar qualquer coisa, pois a vida é construída nos sonhos e concretizada no amor
quarta-feira, 18 de abril de 2012
TATUÍ CIDADE TERNURA
-Que cidade é esta que chamamos carinhosamente de ternura? A ressonância real da cidade de Tatuí através da viva voz de seu povo.Um espaço de influências e formação,um centro de referências e valores.Um arquivo disponível à pesquisa e estudo
DOMINGO, 22 DE MAIO DE 2011
Olá somos tatuianos-cristina siqueira entrevista Therezinha Phols

Professora Therezinha J. C. Phols nasceu em Tatuí, apaixonada pela cidade, é fundadora e administradora do grupo do Facebook “Olá Somos Tatuianos”. Formou-se em magistério na Escola “Fernão Dias Paes”, em Pinheiros, São Paulo. Estudiosa, sempre aprendeu através de leituras, é autodidata. Dona-de-casa, criou três filhos, dedicando-se às tarefas que o lar exige e que não são poucas.
Mãe do Marco Túlio Phols, de 39 anos, do Flávio Augusto Phols, 38 anos, e da Adriana Patrícia Phols, 33 anos. Therezinha é avó do Victor, de 13 anos, da Sofia, de 9 anos, da Ana Beatriz, de 8 anos, e do Arthur, de 4 anos.
Há 38 anos, Therezinha mudou-se de Tatuí para São Paulo, onde reside atualmente, mas continuou em contacto com os familiares e amigos aqui da cidade.
Os laços familiares sempre a trouxeram de volta a Tatuí.
Como surgiu a ideia de criar o grupo “Olá Somos Tatuianos”?
Eu tenho contato com quase 3.000 pessoas no Facebook, e mais ou menos 800 pessoas são de Tatuí. Então, pensei em abrir um grupo só para tatuianos, onde cada um conta a sua história, deixa seu recado. Tentei assim preservar a história da minha cidade e a nossa própria história.
Como você faz a seleção de temas e pessoas - o que pode e o que não pode?
Os temas são diversos, dou alguma sugestão e cada um posta o que sente. Às vezes, aparecem comparações com outras cidades. Como mediadora, eu excluo comentários políticos, religiosos, de futebol e palavrões.
Em “off”, dou uma advertência a quem não segue estas regras, e, se a pessoa persistir, posteriormente, eu deleto mesmo. O tema é Tatuí e tudo que envolve os tatuianos. Anúncios eu limitei para uma vez por semana - podem postar doações, blogs, trabalhos, notícias, trocas, eventos, agenda de bazares em prol de entidades filantrópicas.
Dizemos que o baiano é um sossego só, o paulista agitado, e por ai vai. E o tatuiano, como você define o tatuiano?
O tatuiano é um ser sossegado, alegre, acolhedor e solidário. É um povo de boa-fé, o que acarreta, por conta disso, perdas irreparáveis. É um povo até inocente.
Nascida em Tatuí, criada aqui, você vive há 38 anos em São Paulo. Qual é a sua visão daí para cá?
A felicidade é uma cidade pequenina. Tatuí é cheia de encantos e belezas naturais e próxima a São Paulo. Tatuí é a minha cidade, onde eu posso conversar na esquina com amigos, eu demoro mais de uma hora para atravessar a Praça da Matriz toda vez que eu vou ai, a passeio. Encontro conhecidos, amigos, e isto não existe em São Paulo e em lugar nenhum. É só na terra da gente que acontece isso.
O que te encanta em Tatuí?
Tudo me encanta.
Até as árvores, as flores das árvores, o céu azul estrelado, o pôr e o nascer do sol lá no alto da vila Brasil. Morei no edifício “Clóvis dos Santos”, no 15o andar, e, de lá, eu apreciava o mais lindo pôr-do-sol - a minha visão alcançava até quase Itapetininga. Adoro a comida, os doces e os sorvetes de Tatuí, que não existem em lugar nenhum do mundo.
Qual a época que deixou saudade?
A minha adolescência deixou saudade, junto aos meus irmãos, amigos, primos. Os bailes no Tatuiense, as serenatas e o Clube de Campo, quando tinha o lago e uma pequena piscina. Eu chamo de anos dourados.
Uma característica interessante do grupo “Olá Somos Tatuianos” é “não ter vínculos políticos, um espaço isento”. Então, lanço a pergunta a você e ao grupo. O que Tatuí precisa para se desenvolver, para girar e fazer acontecer? Tudo está bom? O que precisa melhorar?
Tatuí está bem, se desenvolvendo como toda cidade de interior, mas a situação hospitalar é periclitante. O trânsito de bicicletas e motociclistas está sem disciplina, é preciso atenção para conduzir esta questão de outra maneira e resolver o problema.
Cada cidade carrega em si um leque de peculiaridades. O que nos torna um “povo tatuiano”? O que é próprio da cultura “pé vermeio?
O sotaque do tatuiano é diferenciado. Há muitos anos, o “pé vermeio” era pejorativo, significava o pé sujo de barro vermelho de uma cidade que não era calçada. O que não entendo é Tatuí não ser referenciada no “Guia Quatro Rodas”, tendo em vista o número de habitantes e a importância do Conservatório, que é divisa para a cidade.
Nos últimos tempos, a cidade cresceu, principalmente na periferia, como anda acontecendo em cidades do interior do Estado, e, com este fenômeno, a cultura de raiz se perde, a memória se dissolve no ar. Percebo que o grupo se empolga e envia fotografias de várias épocas. Acredito que este material pode se tornar um acervo importante. Neste sentido, como você pensa em organizar este material? O que você precisa?
Este pequeno acervo já existe pela obra de Erasmo Peixoto, mas muitas pessoas postam fotos próprias, fotos atuais. Através do grupo, tenho reencontrado tatuianos da época da juventude. Foi o caso da Luisa Moreira, que é minha vizinha há dez anos em São Paulo e nunca nos cruzamos.
Quem é a There Phols? Qual o projeto que não te sai do pensamento? O que você gosta de fazer?
Eu sou uma mãe, avó de bem com a vida, muito feliz. Sou uma pessoa simples, alegre, otimista, gosto de música e leituras informativas.
Eu sempre tive em mente que lares autênticos não se improvisam. Este foi meu único projeto de vida, e deu certo.
Formei meus filhos, e me sinto orgulhosa de vê-los bem-sucedidos, todos Phd; - um assessor da presidência do TRT (Federal); o outro é assessor da vice-presidência do TRT (Federal), ambos juristas e concursados. Minha filha seguiu o campo da pesquisa científica. Os três são músicos formados, e foram alunos do maestro Antenor Buchala, esposo de Laila, que dava aulas em casa quando morávamos em Tatuí.
:-: Jogo Rápido :-:
Computador - Sabendo usar, o melhor meio de comunicação.
Praça da Matriz - O cartão postal da cidade.
Interesse por - Jesus Cristo e seu Evangelho.
Sobra tempo para - Eu faço sobrar tempo para viajar.
Bacana - Amar ao próximo como a si mesmo.
Do tempo de... - Agora é o melhor tempo da minha vida. Parece um milagre que eu cheguei até aqui. Cada dia de vida, para mim, é mágico.
Cine São Martinho - Meu primeiro beijo com o grande amor da minha vida, o pai de meus filhos, assistindo Romeu e Julieta.
Não gosto - Fofoca e hipocrisia.
Meus filhos e netos - Minha coroa e meu orgulho.
Uma mensagem
“O tempo é o senhor da razão.”
:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:
Therezinha,
Você é uma mulher singular, de espírito aberto, que experimentou as alegrias e durezas do trajeto da vida e agora está ai, fazendo acontecer Tatuí em uma rede social, sendo mãe dedicada e vovó feliz.
Com admiração.
Cristina Siqueira
POSTADO POR CRISTINASIQUEIRA ÀS 08:43
MARCADORES: MÚSICA POESIA, TATUÍ "OLÁ SOMOS TATUIANOS"IMAGENS
terça-feira, 17 de abril de 2012
OLÁ SOMOS TATUIANOS!
Professora Therezinha J. C. Phols nasceu em Tatuí, apaixonada pela cidade, é fundadora e administradora do grupo do Facebook “Olá Somos Tatuianos”. Formou-se em magistério na Escola “Fernão Dias Paes”, em Pinheiros, São Paulo. Estudiosa, sempre aprendeu através de leituras, é autodidata. Dona-de-casa, criou três filhos, dedicando-se às tarefas que o lar exige e que não são poucas.
Mãe do Marco Túlio Phols, de 39 anos, do Flávio Augusto Phols, 38 anos, e da Adriana Patrícia Phols, 33 anos. Therezinha é avó do Victor, de 13 anos, da Sofia, de 9 anos, da Ana Beatriz, de 8 anos, e do Arthur, de 4 anos.
Há 38 anos, Therezinha mudou-se de Tatuí para São Paulo, onde reside atualmente, mas continuou em contacto com os familiares e amigos aqui da cidade.
Os laços familiares sempre a trouxeram de volta a Tatuí.
Como surgiu a ideia de criar o grupo “Olá Somos Tatuianos”?
Eu tenho contato com quase 3.000 pessoas no Facebook, e mais ou menos 800 pessoas são de Tatuí. Então, pensei em abrir um grupo só para tatuianos, onde cada um conta a sua história, deixa seu recado. Tentei assim preservar a história da minha cidade e a nossa própria história.
Como você faz a seleção de temas e pessoas - o que pode e o que não pode?
Os temas são diversos, dou alguma sugestão e cada um posta o que sente. Às vezes, aparecem comparações com outras cidades. Como mediadora, eu excluo comentários políticos, religiosos, de futebol e palavrões.
Em “off”, dou uma advertência a quem não segue estas regras, e, se a pessoa persistir, posteriormente, eu deleto mesmo. O tema é Tatuí e tudo que envolve os tatuianos. Anúncios eu limitei para uma vez por semana - podem postar doações, blogs, trabalhos, notícias, trocas, eventos, agenda de bazares em prol de entidades filantrópicas.
Dizemos que o baiano é um sossego só, o paulista agitado, e por ai vai. E o tatuiano, como você define o tatuiano?
O tatuiano é um ser sossegado, alegre, acolhedor e solidário. É um povo de boa-fé, o que acarreta, por conta disso, perdas irreparáveis. É um povo até inocente.
Nascida em Tatuí, criada aqui, você vive há 38 anos em São Paulo. Qual é a sua visão daí para cá?
A felicidade é uma cidade pequenina. Tatuí é cheia de encantos e belezas naturais e próxima a São Paulo. Tatuí é a minha cidade, onde eu posso conversar na esquina com amigos, eu demoro mais de uma hora para atravessar a Praça da Matriz toda vez que eu vou ai, a passeio. Encontro conhecidos, amigos, e isto não existe em São Paulo e em lugar nenhum. É só na terra da gente que acontece isso.
O que te encanta em Tatuí?
Tudo me encanta.
Até as árvores, as flores das árvores, o céu azul estrelado, o pôr e o nascer do sol lá no alto da vila Brasil. Morei no edifício “Clóvis dos Santos”, no 15o andar, e, de lá, eu apreciava o mais lindo pôr-do-sol - a minha visão alcançava até quase Itapetininga. Adoro a comida, os doces e os sorvetes de Tatuí, que não existem em lugar nenhum do mundo.
Qual a época que deixou saudade?
A minha adolescência deixou saudade, junto aos meus irmãos, amigos, primos. Os bailes no Tatuiense, as serenatas e o Clube de Campo, quando tinha o lago e uma pequena piscina. Eu chamo de anos dourados.
Uma característica interessante do grupo “Olá Somos Tatuianos” é “não ter vínculos políticos, um espaço isento”. Então, lanço a pergunta a você e ao grupo. O que Tatuí precisa para se desenvolver, para girar e fazer acontecer? Tudo está bom? O que precisa melhorar?
Tatuí está bem, se desenvolvendo como toda cidade de interior, mas a situação hospitalar é periclitante. O trânsito de bicicletas e motociclistas está sem disciplina, é preciso atenção para conduzir esta questão de outra maneira e resolver o problema.
Cada cidade carrega em si um leque de peculiaridades. O que nos torna um “povo tatuiano”? O que é próprio da cultura “pé vermeio?
O sotaque do tatuiano é diferenciado. Há muitos anos, o “pé vermeio” era pejorativo, significava o pé sujo de barro vermelho de uma cidade que não era calçada. O que não entendo é Tatuí não ser referenciada no “Guia Quatro Rodas”, tendo em vista o número de habitantes e a importância do Conservatório, que é divisa para a cidade.
Nos últimos tempos, a cidade cresceu, principalmente na periferia, como anda acontecendo em cidades do interior do Estado, e, com este fenômeno, a cultura de raiz se perde, a memória se dissolve no ar. Percebo que o grupo se empolga e envia fotografias de várias épocas. Acredito que este material pode se tornar um acervo importante. Neste sentido, como você pensa em organizar este material? O que você precisa?
Este pequeno acervo já existe pela obra de Erasmo Peixoto, mas muitas pessoas postam fotos próprias, fotos atuais. Através do grupo, tenho reencontrado tatuianos da época da juventude. Foi o caso da Luisa Moreira, que é minha vizinha há dez anos em São Paulo e nunca nos cruzamos.
Quem é a There Phols? Qual o projeto que não te sai do pensamento? O que você gosta de fazer?
Eu sou uma mãe, avó de bem com a vida, muito feliz. Sou uma pessoa simples, alegre, otimista, gosto de música e leituras informativas.
Eu sempre tive em mente que lares autênticos não se improvisam. Este foi meu único projeto de vida, e deu certo.
Formei meus filhos, e me sinto orgulhosa de vê-los bem-sucedidos, todos Phd; - um assessor da presidência do TRT (Federal); o outro é assessor da vice-presidência do TRT (Federal), ambos juristas e concursados. Minha filha seguiu o campo da pesquisa científica. Os três são músicos formados, e foram alunos do maestro Antenor Buchala, esposo de Laila, que dava aulas em casa quando morávamos em Tatuí.
:-: Jogo Rápido :-:
Computador - Sabendo usar, o melhor meio de comunicação.
Praça da Matriz - O cartão postal da cidade.
Interesse por - Jesus Cristo e seu Evangelho.
Sobra tempo para - Eu faço sobrar tempo para viajar.
Bacana - Amar ao próximo como a si mesmo.
Do tempo de... - Agora é o melhor tempo da minha vida. Parece um milagre que eu cheguei até aqui. Cada dia de vida, para mim, é mágico.
Cine São Martinho - Meu primeiro beijo com o grande amor da minha vida, o pai de meus filhos, assistindo Romeu e Julieta.
Não gosto - Fofoca e hipocrisia.
Meus filhos e netos - Minha coroa e meu orgulho.
Uma mensagem
“O tempo é o senhor da razão.”
:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:
Therezinha,
Você é uma mulher singular, de espírito aberto, que experimentou as alegrias e durezas do trajeto da vida e agora está ai, fazendo acontecer Tatuí em uma rede social, sendo mãe dedicada e vovó feliz.
Com admiração.
Cristina Siqueira
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Nossos Pais descobrem, que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz. A cada sorriso, palavra, olhar ou suspiro, uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz. Tornamos-nos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara. A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará; esquecemos a família. Esquecemos-nos de dizer o quanto os amamos. Mas um dia nossos entes queridos se vão. Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos. Em nosso peito apenas a dor de que a cada "meus pêsames" parece pesar. Nossos pensamentos divulgam a culpa de nunca ter dito: "te amo"; "preciso de você", "estou sempre aqui", "me preocupo". Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância. E a resposta para essa dor? O tempo e uma certeza: quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais; quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós. E a culpa? A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim. A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém. Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros. Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza: Não importa onde estejam.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
DE REPENTE,NÃO MAIS QUE DE REPENTE.....
De repente, não mais que de repente...
Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no: Prêmios Longevidade Bradesco de Jornalismo, Histórias de Vida, com o texto “De repente, 60”
De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Prêmios Longevidade Bradesco Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o relacionamento inter-geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!"
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial,Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Abaixo, o texto premiado.
Regina
DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo. Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco!Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho, que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e impeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS.
Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Assinar:
Comentários (Atom)


2 COMENTÁRIOS: